Lançado em 2023, The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom continua a trajetória iniciada por Breath of the Wild, ampliando o cenário de Hyrule com áreas celestes e ruínas subterrâneas. O título retoma a fórmula de mundo aberto, porém introduz novas camadas narrativas ao colocar Link em meio a uma crise provocada por uma substância misteriosa que se espalha pelo reino. A trama se desenvolve a partir da investigação das cavernas sob o Castelo de Hyrule, onde os protagonistas descobrem vestígios da civilização Zonai e um artefato amaldiçoado que desencadeia a destruição da Master Sword. A sequência de eventos conduz Link a uma ilha flutuante, onde recebe um braço sobrenatural de um espírito chamado Rauru, estabelecendo um vínculo direto com as forças que regem o céu de Hyrule. Essa premissa oferece um pano de fundo rico para explorar temas de memória, reconstrução e a relação entre tecnologia ancestral e magia.
Review Técnico
O céu de Hyrule, agora rasgado por nuvens que parecem guardar segredos ainda não desvelados, devolve‑nos à sensação que nos acompanhou na primeira vez em que seguramos um controle e partimos em busca da princesa. **The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom** nasce como um eco dos primeiros pixels que, nas décadas de 80 e 90, delinearam a jornada de um jovem herói. Ainda que o mundo tenha se expandido para alturas vertiginosas, a essência permanece intacta: um canto épico de coragem, curiosidade e sacrifício. Cada canto da vasta terra, cada caverna escondida sob as ruínas antigas, traz à tona aquele mesmo suspiro de descoberta que sentimos ao atravessar o primeiro labirinto de **The Legend of Zelda** nos dias de 8‑bits.
A narrativa deste título abraça o legado dos seus antecessores ao revelar que a própria própria realidade de Hyrule foi costurada com fios de memória. A história começa quando um misterioso cataclismo rompe o véu entre o céu e o solo, deixando cair fragmentos de uma civilização esquecida que antes dominava as alturas. Essas “lágrimas”, ao se fundirem ao coração de Link, concedem-lhe a capacidade de manipular tanto o ar quanto a terra, permitindo que o herói escale torres que antes pareciam inalcançáveis ou desenterre ruínas que guardavam os segredos dos antigos deuses. Essa dualidade, entre o legado celestial e o enraizado, ecoa a jornada de Link nas primeiras aventuras, quando o desafio era tão simples quanto subir a montanha mais alta ou desvendar o primeiro templo.
O gameplay, embora enriquecido por novas possibilidades de exploração, mantém o clássico ciclo de exploração‑puzzle‑combate que definiu a série. O ato de subir a uma torre para observar a paisagem, descobrir um tesouro oculto e, então, usar aquele objeto para resolver um enigma em outro canto do mapa, lembra o ritual que aprendemos nas salas de trono do **Zelda** original. A mecânica de “esperar o tempo certo” – seja para observar o movimento das estrelas ou para ouvir o sussurro do vento nas ruínas – devolve aquela paciência que os jogadores de 16‑bits cultivavam ao decifrar cada pista. Cada novo poder, como o domínio das correntes de vento ou a capacidade de modular a gravidade, surge como uma extensão natural das ferramentas que nos acompanharam desde a primeira espada de luz.
Os momentos mais marcantes, porém, não são apenas as batalhas contra poderosos guardiões ou os chefões que exigem estratégia. Eles residem nas pequenas descobertas: um velho diário empoeirado que conta a história de um arquiteto que, há milênios, sonhou em tocar o céu; um canto de pássaros que, ao ser ouvido, revela um caminho secreto que os primeiros jogadores jamais poderiam imaginar. Esses fragmentos de lore formam um mosaico que honra a tradição de contar histórias através de objetos e ruínas, um método que a série cultivou desde os tempos de **The Legend of Zelda** em seus primeiros consoles.
Ao concluir a jornada, somos lembrados de que Hyrule é um organismo vivo que respira história e esperança. **Tears of the Kingdom** nos oferece mais do que uma sequência; entrega uma carta de amor ao passado, escrita com a mesma tinta que deu forma aos primeiros jogos da franquia. É o tipo de experiência que faz o colecionador fechar os olhos, ouvir o farfalhar das folhas e sentir, uma última vez, o mesmo coração acelerar ao descobrir que, mesmo depois de décadas, ainda há novas lágrimas a cair – e novas histórias a serem contadas.

Imagem in-game

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Galeria de Variantes de Box Art

Capa Variante USA

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Banco de Lançamentos
| Região | Data de Lançamento | Cart ID | Publisher | Edições / Notas |
|---|---|---|---|---|
| USA | 2023/05/12 | LA-H-AXN7A-USA | Nintendo | N/A |
| EUR | 2023/05/12 | LA-H-AXN7A-EUR | Nintendo | N/A |
| JPN | 2023/05/12 | LA-H-AXN7A-JPN | Nintendo | N/A |
| ASI | 2023/05/12 | LA-H-AXN7A-USA | Nintendo | N/A |
Edições Especiais e Variantes
- Standard Edition: Jogo base (Comum)
Idiomas e Regiões
| Plataforma | Região | Idiomas |
|---|---|---|
| Switch | USA | JPN, ENG, FRA, GER, ITA, SPA, KOR, CHN, RUS, DUT |
| Switch | JPN | JPN, ENG, FRA, GER, ITA, SPA, KOR, CHN, RUS, DUT |
| Switch 2 | JPN | JPN, ENG, FRA, GER, ITA, SPA, KOR, CHN, RUS, DUT |
| Switch 2 | USA | ENG, JPN, FRA, GER, ITA, SPA, KOR, CHN, RUS, DUT |
📦 Updates, Patches e Preservação
Versão de Fábrica: Switch: v1.0.0 | Switch 2: v1.0.0
- [Switch] Patch: v1.3.0 (Jan/2026): Estabilização de System-Calls e Otimização de Sombreadores (~510 MB)
- [Switch] Patch: v1.4.3 (Fev/2026): Correção de Flag do Black Hinox e Otimização de Cache de Sistema (~540 MB)
- [Switch 2] Patch: v1.4.3 (Fev/2026): Correção de Flag do Black Hinox e Otimização de I/O para Texturas 4K (~540 MB)
Nintendo Switch
v1.1.0 (Mai/2023): Patch de lançamento. Adicionou suporte a nomes de cavalos em caracteres coreanos/chineses e correções gerais de gameplay. (~320 MB)
v1.1.2 (Mai/2023): Correção de um bug sonoro extremamente alto sob certas condições e remoção de glitches de duplicação de itens que afetavam o balanço da economia do jogo.
v1.2.1 (Ago/2023): Melhoria na estabilidade do mapa e correção de problemas de renderização quando muitos objetos Ultrahand estavam na tela simultaneamente.
v1.3.0 (18/01/2026): Atualização de manutenção final. Focada na compatibilidade com as bibliotecas de sistema de 2026, otimizando o cache de sombreadores (shaders) para reduzir micro-stutters durante a transição entre o céu e o subsolo.
Impacto de Preservação:
No Switch Original (Baixo): O cartucho v1.0.0 é totalmente funcional e contém o jogo completo. Embora patches posteriores corrijam glitches de duplicação úteis para speedruns, a versão de fábrica é estável e permite terminar a campanha sem impedimentos técnicos.
No Switch 2 (Baixo): O título opera via retrocompatibilidade. A v1.3.0 é recomendada para garantir que o gerenciamento de energia e os clocks do novo hardware não causem dessincronia física no motor do jogo.
Análise de Mídia e Preservação
Tipo de Mídia: Game Card (Mídia Completa).
O cartucho americano (HAC-P-AXN7A) utiliza um chip de 16 GB (com compressão proprietária da Nintendo), contendo todos os dados de áudio, vídeo e texto necessários.
O jogo não requer downloads obrigatórios para funcionar. Toda a experiência single-player é executada offline diretamente da mídia física.
Status de Conservação: Baixo (Seguro).
Este é um título de “Padrão Ouro” para preservação. Não há dependências de servidores e o conteúdo gravado no chip representa a visão integral dos desenvolvedores.
Nintendo Switch
v1.1.0 a v1.2.1 (2023): Ciclo inicial de correções focado em duplicação de itens, bugs de som e estabilidade do sistema Ultrahand.
v1.4.3 (17/02/2026): Atualização de manutenção de legado. Corrigiu um erro persistente onde o Black Hinox no Castelo de Hyrule não registrava a derrota (impedindo a obtenção da Medalha de Monstro). Inclui ajustes de estabilidade para os firmwares de 2026. (~540 MB acumulados)
Impacto de Preservação:
No Switch Original (Baixo): O cartucho japonês (v1.0.0) é uma das builds de lançamento mais robustas da Nintendo. O jogo é 100% terminável sem internet, embora a v1.4.3 seja recomendada para complecionistas de medalhas.
No Switch 2 (Baixo): Funciona via retrocompatibilidade. A v1.4.3 garante que as chamadas de sistema (System-Calls) do novo hardware não causem conflitos de renderização no mapa de Hyrule.
Análise de Mídia e Preservação
Tipo de Mídia: Game Card (Mídia Completa).
O SKU japonês HAC-P-AXN7A utiliza o mesmo identificador global da versão americana, confirmando que os dados no chip de 16 GB são idênticos em conteúdo binário básico.
Todo o conteúdo principal, incluindo as Ilhas do Céu e o Subsolo, está gravado no cartucho. Não há dependências de servidores para a experiência base.
Status de Conservação: Baixo (Seguro).
Padrão de preservação preservado. A mídia física contém o software completo, protegendo o acesso ao jogo mesmo em cenários de desligamento da eShop.
Nintendo Switch 2
v1.0.0 (Jun/2025): Versão de fábrica do Switch 2. Já inclui nativamente as melhorias de resolução (4K no Dock) e o perfil de desempenho de 60 FPS, além de ativos de áudio de alta fidelidade.
v1.4.3 (17/02/2026): Lançado como parte das atualizações de 40 anos da franquia. Além de corrigir o erro do Black Hinox no Castelo de Hyrule (que impedia a obtenção da Medalha de Monstro), esta atualização otimiza o streaming de texturas para eliminar o stuttering que ocorria em transições rápidas de câmera no hardware do Switch 2. (~540 MB)
Impacto de Preservação:
No Switch 2 (Baixo): O cartucho é a versão definitiva de arquivamento. Ele contém a build otimizada que corrige os gargalos de performance vistos no hardware original de 2017. O jogo é 100% terminável sem patches adicionais.
Análise de Mídia e Preservação
Tipo de Mídia: Game Card (Mídia Completa).
O SKU japonês NSW2-AXN7A utiliza um cartucho de alta densidade para acomodar os ativos em 4K. Todos os dados críticos estão no chip.
O software não exige conexões obrigatórias para sua campanha single-player.
Status de Conservação: Baixo (Seguro).
Alta confiabilidade. A mídia física protege o acesso ao conteúdo “Remasterizado/Otimizado” independentemente de servidores futuros.
Nintendo Switch 2
v1.0.0 (Jun/2025): Versão gravada no cartucho de nova geração. Inclui suporte nativo para DLSS 3.5, texturas em 4K e taxa de quadros alvo de 60 FPS.
v1.4.3 (17/02/2026): Atualização de manutenção técnica de longo prazo. Corrigiu a flag de derrota do Black Hinox no Castelo de Hyrule (necessária para a Medalha de Monstro) e otimizou o buffer de streaming de texturas para eliminar micro-engasgos durante o uso da habilidade Paraglider em áreas de alta densidade de vegetação. (~540 MB acumulados)
Impacto de Preservação:
No Switch 2 (Baixo): O cartucho americano contém a build v1.0.0, que é a base sólida para a nova geração. O jogo é 100% terminável offline e não possui bloqueios de progresso (softlocks) conhecidos nesta versão de fábrica.
Análise de Mídia e Preservação
Tipo de Mídia: Game Card (Mídia Completa).
O SKU americano NSW2-AXN7A utiliza o cartucho proprietário de alta densidade. Diferente de versões que exigem downloads massivos, este chip armazena todos os ativos 4K necessários para a execução local.
A execução ocorre diretamente da mídia física após a instalação rápida obrigatória no armazenamento SSD do console. Não requer ativação online.
Status de Conservação: Baixo (Seguro).
Alta durabilidade. Por ser um título estritamente single-player no seu núcleo, a dependência de patches é mínima para a funcionalidade básica, garantindo a preservação do software a longo prazo.